segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cadáver é de adolescente de 16 anos

FOLHA WEB


12/09/2009


Vanessa dos Santos desapareceu na quinta-feira à tarde e foi encontrada morta uma semana depois

NONATO SOUSA

Familiares da mulher encontrada morta na tarde de quinta-feira (10), na área de banho do Urubuzinho, região do Município de Alto Alegre, reconheceram ontem seu corpo após a divulgação do caso na Folha. A vítima é a adolescente Vanessa Souza dos Santos, de apenas 16 anos, que era gêmea e morava com a mãe e três irmãos no bairro União.

Em estado de choque e revoltada com a perda prematura e brutal da filha, a mãe, que pediu para não ter o nome divulgado, conversou com a Folha e informou que a adolescente saiu de casa, na quinta-feira à tarde, para ir à casa da tia no bairro Jardim Equatorial. Lembrou que a filha estava vestida com um short de malha branco com listras azuis e uma camiseta cor de vinho.

A garota ia dormir na casa da tia e levou uma bolsa nas cores azul com rosa, com algumas peças de roupas: um vestido preto, uma calça jeans na cor cinza e dois shorts, sendo um de cor rosa e outro branco. Ela levou também um MP3 e uma chapinha. A adolescente foi encontrada sem roupas e nem a bolsa com as outras peças, o MP3 e a chapinha foram encontradas até à tarde de ontem.

A investigação ficou a cargo da Delegacia de Polícia do Interior (DPI), que tem à frente o delegado Rodrigo Kulay. A reportagem conversou com ele por telefone ontem à noite, porém não deu informação sobre o trabalho. A polícia está tentando localizar um Fiat Palio vermelho suspeito de ter sido usado no crime.

Familiares da adolescente morta revelaram que, segundo informação de testemunhas que moram próximo da casa da vítima, na quinta-feira à tarde, após sair da residência ela se encontrou na rua com um homem em uma motocicleta. Os mesmos familiares ainda informaram que passaram algumas informações para os policiais que estão investigando o caso.

A mãe lembrou ainda que, na quinta-feira, após a filha sair de casa, ligou para a irmã para falar com a adolescente, ocasião em que a familiar revelou que a garota não tinha chegado a sua casa. “Eu fui ao 3º Distrito para comunicar o desaparecimento da minha filha, mas o agente que estava de plantão disse que eu deveria ir para a Delegacia da Mulher. Fiquei revoltada e sai para procurar minha filha”, desabafou, ao cobrar a prisão de quem matou sua filha. “Quero Justiça”, finalizou.

CASO – O corpo da adolescente foi encontrado jogado no lavrado. Ela foi executada com cinco tiros nas costas e um na cabeça. O cadáver foi removido ao IML, e com o aparecimento dos familiares, a expectativa é que fosse liberada ontem à tarde. Devido ao estado de decomposição em que se encontrava, o cadáver seria sepultado ontem mesmo.

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